TRÊS SINAIS COMPLEMENTARES
Logs, métricas e traces respondem perguntas diferentes.
Uma tela lenta pode ser percebida por uma métrica; um trace mostra por quais serviços a requisição passou; logs estruturados ajudam a investigar um evento específico. Nenhum dos três substitui os demais.
Logs
Eventos detalhados e contextualizados: o que ocorreu, quando e com qual correlação.
Métricas
Séries numéricas para acompanhar taxa, erro, duração, saturação e capacidade.
Tracing
Rastro distribuído de uma requisição por serviços, filas, banco e dependências.
PRÁTICA COM CONTEXTO
Projete os sinais antes do incidente.
- Defina a jornada crítica. Por exemplo: login, busca, checkout ou envio de atividade.
- Adicione um identificador de correlação. Ele conecta logs e spans sem registrar dados sensíveis.
- Meça serviço e experiência. Taxa de erro, duração e disponibilidade devem conversar com o impacto real.
- Crie alertas acionáveis. Todo alerta deve indicar quem age, em quanto tempo e onde encontrar contexto.
{
"level": "info",
"event": "pedido.criado",
"request_id": "req_8f2a",
"pedido_id": "ord_1042",
"duration_ms": 84
}
DECISÕES RESPONSÁVEIS
Incidentes são uma oportunidade de restaurar e aprender.
Evite registrar senhas, tokens ou dados pessoais em logs. Observabilidade precisa de contexto suficiente para diagnosticar, mas deve respeitar privacidade, retenção e controle de acesso.
| Pergunta | Por que importa |
|---|---|
| O serviço está degradado? | Métricas mostram, por exemplo, latência p95 e taxa de erros. |
| Onde a requisição demorou? | Um trace revela a contribuição de cada dependência no tempo total. |
| O que aconteceu neste caso? | Logs estruturados, com request_id, ajudam a investigar o evento específico. |